SEMINÁRIOS E WORKSHOPS

Programação mensal 


A Incubadora pretende promover um programa educacional mensal envolvendo arte, tecnologia e suas potencialidades. Por meio de seminários, workshops e palestras, queremos convidar artistas e pesquisadores para compartilhar conhecimento com nossa comunidade. O programa é aberto a todos que desejam participar gratuitamente e com Airdrops em NEAR para recompensar o engajamento. 

Confira abaixo também os eventos que já aconteceram e os próximos seminários:


︎ Último Seminário






Título:  Género e Inteligência Artificial - Conversations with ELIZA

Descrição: Este projecto explora a relação entre género e inteligência artificial, procurando aferir, discutir e expor as razões para os assistentes digitais assumirem o género feminino e as convenções socioculturais que informam o desenvolvimento destas entidades, evidenciando-se as implicações deste fenómeno. Primeiramente, examinam-se os fundamentos da feminização dos assistentes digitais, confrontando concepções culturais de género com a integração da inteligência artificial no quotidiano. De seguida, verificam-se as tendências de desenvolvimento e as acepções de género que predominam nos assistentes digitais actuais, focando a sua concepção e evolução, e analisa a sua antropomorfização, funções e comportamentos. Por fim, desenvolvem-se chatbots que promovem um questionamento da integração da inteligência artificial no quotidiano e respectiva feminização.  Assim, espera-se compreender as implicações socioculturais e as razões que estão na base da feminização dos assistentes digitais, evidenciando os valores socioculturais que refletem para os seus utilizadores.

Palestrante: Pedro Costa, 1995.

Investigadoru, criadoru e mutante. Doutarande em Belas-Artes, a sua investigação foca-se na relação entre o género e a inteligência artifical. Em particular, a forma como os assistentes digitais tendem a reforçar papéis e estereótipos tradicionais de género, questionando a predominância da feminilidade em entidades como Alexa, Google Assistant ou Siri e explorando a sua queerização como potencial caminho para contrariar este fenómeno.







︎Seminários anteriores





SEMINÁRIO 1


Título: Introdução ao Cinema Ativista Brasileiro

Descrição: O cinema ativista é considerado uma forma de arte politicamente engajada, cujas produções audiovisuais estão vinculadas às lutas sociais, registrando-as em caráter ficcional ou documental. O objetivo deste seminário é fazer uma apresentação introdutória aos aspectos históricos e estéticos do cinema militante brasileiro. Para tanto, partiremos do movimento Cinema Novo dos anos 1960 até as produções do Videoativismo dos anos 1980.

Palestrante:  Leonardo Gonçalves, um cineasta, pesquisador e doutorando brasileiro.





SEMINÁRIO 2



Título: Arte e Erotismo em Georges Bataille

Descrição:  O que a filosofia do erótico de Georges Bataille tem a nos dizer sobre a humanidade? Qual é o lugar da sexualidade em relação ao desejo de violação, à violência deliberada que nos afeta e à nossa vida religiosa? Neste breve encontro sobre o erotismo buscaremos refletir sobre a contribuição deste autor para a compreensão da própria natureza humana.

Palestrante: Potira Maia, artista e pesquisadora. Graduada em Artes Visuais (2016) e em Pedagogia com especialização em Educação, Cultura e Memória e Educação Especial (2006). Atualmente conclui o Mestrado em Pintura na Universidade de Lisboa.





SEMINÁRIO 3


Título:  Introdução ao Afrofuturismo: um curto-circuito temporal

O seminário apresentou o Afrofuturismo a partir da discussão das origens do conceito e das suas principais características narrativas e estéticas. Para isso, foram abordadas as estratégias de criação e invenção nas artes contemporâneas, a partir das conexões entre o conceito de afrofuturismo e o campo da ficção especulativa. Essas estratégias foram discutidas com base nos tensionamentos e inflexões do campo crítico decolonial e das pesquisas em arte e cultura negra.

Nessa introdução a compreensão do Afrofuturismo, foi discutido também como as temporalidades narrativas se encontram e entram em curto-circuito. Apesar do nome que destaca o futuro, ao analisar as criações afrofuturistas percebemos que passado, presente e futuro não são temporalidades cronológicas e lineares nas obras. Nesse sentido, foi debatido como a partir das cosmovisões africanas, afro-diaspóricas e não ocidentais, as categorias temporais nas obras afrofuturistas mostram-se circulares, espiraladas e, sobretudo, em choque.


Kênia Freitas:

Pesquisadora e crítica de cinema. Fez estágios de pós-doutorado em Comunicação na UCB (2015-2018) e na Unesp (2018-2020). Doutora em Comunicação e Cultura pela ECO-UFRJ (2015). Realizou diversas curadorias, entre elas a das mostras "Afrofuturismo: cinema e música em uma diáspora intergaláctica" (2015), "Diretoras Negras no Cinema brasileiro" (2017-2018), sessão "PretEspaços" na LÂMINA — Mostra Audiovisual Preta (2021) e sessão "Movimentos fabulares" na mostra Cinema Brasileiro: Anos 2010, 10 Olhares. Integrou as equipes curatoriais do IX CachoeiraDoc (2020) e Festival de Cinema de Vitória (2018). Escreve críticas para o site Multiplot!. Ministra cursos e oficinas sobre crítica, cinema negro, afrofuturismo e fabulações.



SEMINÁRIO 4


Título: NFT Workshop - Eduardo Politzer + Coletivo Amarelo

Em colaboração com o Coletivo Amarelo e ministrado pelo artista Eduardo Politzer, este workshop teve como foco o processo de criação de uma linguagem digital, desde a conceituação até a implementação e desenvolvimento de NFT. Eduardo compartilhou sua experiência criando seu mais recente trabalho artístico digital, o Labirinto, composto por sons, poemas e vídeos. Como o labirinto é um NFT em si, cada link leva o visitante a um canto diferente da pesquisa de Eduardo influenciado pela literatura, design e poesia. Ele foi capaz de criar um novo espaço digital repleto de memórias, sonhos e pensamentos soltos e enquanto você navega pelo labirinto, você é convidado a traçar seu próprio caminho. Alguns cantos são profundamente comoventes e pessoais e outros são relaxantes e engraçados.

O workshop abordou as influências por trás do trabalho de Eduardo e como ele as traduziu em um NFT. Isso dará aos participantes a oportunidade de aprender mais sobre a construção de uma paisagem digital artística e como incorporar efetivamente referências em seu próprio corpo de trabalho.


Palestrantes:

Eduardo Politzer é do Rio de Janeiro, Brasil e é formado em Sound Design. É compositor profissional de sons e produziu mais de 100 músicas para programas de TV, como On Air Globinho, Mega Pix e Globo on Air. Politzer também criou sons para canais brasileiros como Multishow, GNT, canal Viva entre outros. Recentemente, ele encontrou prática artística dentro de sua experiência em design de som e fundiu os dois, resultando na criação de vários NFTs e do Labirinto.

Stephanie Wruck é curadora/pesquisadora de arte independente e fundadora do Coletivo Amarelo. Stephanie busca metodologias curatoriais experimentais no mundo da arte por meio de discussões temáticas e diálogo educacional aberto. Ela trabalha de perto com artistas emergentes pesquisando e promovendo seu trabalho.







SEMINÁRIO 5



Título:  Neuroestética: o retomar da experiência visual como forma de conhecer o mundo

Este seminário visa apresentar a Neuroestética opondo-a a alguns paradigmas da arte conceptual. As descobertas da Neurociência e Neurobiologia questionaram a concepção do conhecimento como linguagem (restrita ao campo puramente proposicional), rejeitando assim algumas teses centrais do paradigma dominante nas artes no século passado. Neste sentido, as descobertas da Neurobiologia e Neurociência têm o potencial de reposicionar a estética como um campo de investigação, propondo-a como "conhecimento e intelecto visual". A ideia é valorizar a experiência visual como uma sensação e um conhecimento do mundo. Pensada desta forma, a Neuroestética tem o potencial de questionar a abordagem linguístico-filosófica adotada pelos artistas contemporâneos e propõe a imagem como um processo cognitivo que envolve processos sensoriais, orgânicos, bioquímicos e viscerais.

Palestrante:

Prof. Dr. Juliano do Carmo

Juliano do Carmo é investigador brasileiro e professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Pelotas (Mestrado e Doutorado). O seu doutorado em Filosofia da Linguagem foi realizado na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2009-2013). Publicou vários trabalhos sobre Filosofia da Linguagem, Epistemologia, Estética, Filosofia da Neurociência e outros tópicos interdisciplinares. Trabalha como Professor Colaborador no Curso de Doutoramento em Filosofia na Universidade Eduardo Mondlane em Moçambique e é membro efectivo do Grupo Internacional de Investigação sobre Normatividade Humana e Não-Humana.








SEMINÁRIO 6


Título:  Literatura contemporânea: hibridismos, escritas não criativas e inespecificidades


Descrição: Certas obras da literatura contemporânea parecem querer resistir a qualquer parâmetro razoavelmente estável comum ao sistema literário. Nesse sentido, parâmetros como personagem, narrador, gênero textual, se é ficção ou não parecem não fazer mais sentido em meio a narrativas que incorporam jornalismo, documentos, etnografias, textos publicitários, mensagens de WhatsApp, trocas de e-mails, fotografias, desenhos etc. O objetivo deste seminário é apresentar um panorama das práticas literárias contemporâneas em meio a esse cenário aparentemente caótico e indefinido.

Palestrante:  Tiago Velasco

Tiago Velasco nasceu em 1980 no Rio de Janeiro. É escritor, jornalista, mestre em Comunicação e Cultura na UFRJ e doutor em Literatura, Cultura e Contemporaneidade na PUC-Rio. Ministra oficinas de escrita criativa e já foi professor universitário em faculdades de Comunicação e História da Arte. É autor dos livros de contos Petaluma (Ed. Oito e Meio), Microficções (publicação artesanal) e Prazer da Carne (Ed. Multifoco), além do livro de não ficção Novas dimensões da cultura pop (Ed. Multifoco). Em 2019, foi um dos vencedores do concurso de contos LER Novos Autores; em 2015, conquistou o 4º lugar no Prêmio Off Flip de Literatura na categoria contos.








Seminário 7


Título: Os museus na era das tecnologias digitais

Descrição: Na contemporaneidade, a ontologia dos museus sofre mudanças indeléveis que são impulsionadas pela presença lastreada das tecnologias digitais. Um legado de pensamento sistêmico reverbera, para além dos dispositivos tecnológicos, também no modo de pensar dos museus. Hoje, a condição pós moderna dos museus faz com que coexistam as mais variadas temáticas, coleções e ambientes, mas nada disso estabelece democracia e justiça em um cenário de ausências, silêncios e omissões para com a diversidade das sociedades. O museu contemporâneo guarda consigo a capacidade de produção de sentidos, e por conseguinte, o qualifica enquanto uma máquina de criação de narrativas. Neste contexto, o conceito de Fato Museal, que emerge da relação do homem com um objeto em um cenário (GUARNIERI, 1981), sofre uma mudança interpretativa, passando a ser concebido a partir da relação da sociedade com o patrimônio em um território. Cada vez mais incluídas nos processos de musealização de salvaguarda e comunicação, as tecnologias digitais que geram impactos psíquicos, sociais e culturais, afetam profundamente a condição do sujeito, do objeto e do cenário, exigindo negociações conceituais no âmbito da museologia que vão reverberar no cotidiano prático dos museus e estabelecer a complexidade como a sua natureza ontológica mais atual.

Palestrante: Prof. Dr. Pablo Lisboa

Possui graduação em Design Gráfico - Bacharelado (2006) pela Universidade Federal de Pelotas, graduação em Artes Visuais - Licenciatura (2007) pela Universidade Federal de Pelotas, mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural pela Universidade Federal de Pelotas (2010), doutorado em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás (2019). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal de Goiás, onde coordena a Reitoria Digital, setor de assessoria de comunicação da Reitoria da UFG; e o Digital LAB, que produz tours 360º em museus e assemelhados, além de organizar seminários acadêmicos e workshops. É professor do Bacharelado em Museologia da Universidade Federal de Goiás atuando principalmente nas disciplinas de comunicação expográfica. Tem experiência nas seguintes áreas: redes sociais na internet, cibercultura, artes visuais, museologia, design e comunicação. Atua principalmente nos temas: museus e tecnologia, expografia e design de exposições, comunicação patrimonial, espaços museais e arquitetura de museus, interação em museus a partir de dispositivos móveis e outras mediações, design gráfico e digital, arte e tecnologia e ciência da informação.






Seminário 8


Título: Quilombismo Digital em Portugal

Descrição: O seminário se propõe a ressaltar as novas expressões de (re) territorialização coletiva, resistência, ativismo e empoderamento, por meio da cibercultura, como veículo de disseminação de produção artística e cultural, no contexto de produção de agentes criativos que conversam com negritude em diáspora por Portugal, na confluência com os trânsitos migratórios do Brasil, África e outras regiões afro-diaspóricas, pela passagem de tópicos da vida virtual para a vida cotidiana nas cidades, bem como questionar a (in)visibilidade e apagamento desses atores nas práticas culturais, políticas e artísticas dos espaços físicos e de campos de decisões curatoriais como um todo. Trazendo referências de Abdias do Nascimento, passando por Tatiana Nascimento e outres pensadores e fazedores, Di Candido abordará o movimento intitulado “Quilombismo digital” e sua influência na forma de produção coletiva, artística e cultural em sociedade.

Palestrante: Di Candido aka DIDI

Di Candido aka DIDI, corpe afrocúir em trânsito por Brasil, UK e Portugal, que trabalha, persiste e resiste por meio da investigação em antropologia, comunicação e cibercultura, atuando também na produção cultural, curadoria e performance como DJ, cantore e artista visual/multidisciplinar. Idealizadore da unidade criativa em forma de festa Bee. The United Kingdom of Beeshas (bee_lx), como uma das primeiras festas que trouxeram #blackqueermagic para o centro de Lisboa, movimenta-se em conexão com coletivos, artistas e fazedores de toda a diáspora em projetos culturais e indústria criativa, na produção e atuação direta com  Afroeuropeans, Afropunk, BATEKOO, KunstenFestivaldesarts, Bloco Colombina Clandestina, Baile Brabo, Afrontosas, BlackPride Uk, Pumpdabeat, dentre outres. Seu percurso conversa com temas relacionades à (re) territorialização coletiva, identidades, ativismo e performance antirracista, na produção cultural e artística queer, negres e imigrante de artístas em diáspora.






︎Propostas



Estamos também sempre abertos a novas ideias da nossa comunidade. Por esta razão convidamos a quem gostaria de apresentar um seminário connosco, e também quem quer sugerir temas para as próximas sessões, a preencher o formuário abaixo. O preenchimento deste formulário não significa automaticamente que a proposta será aceite mas sim que será discutida pela equipa e se fizer sentido entraremos em contacto.

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